Infarto do miocárdio, angina e doença coronariana


Cardiologista em São Paulo para avaliação de dor torácica,  infarto e doença coronariana.

Avaliação especializada da dor torácica, da doença aterosclerótica coronariana e do infarto do miocárdio, assim como acompanhamento de pacientes com maior risco cardiovascular.

o que é?

O manejo da doença coronariana não se resume ao diagnóstico de uma obstrução nas artérias do coração ou à realização de procedimentos como cateterismo ou angioplastia.


Há pacientes que procuram avaliação por dor no peito ainda sem diagnóstico definido. Outros já tiveram infarto, passaram por angioplastia ou cirurgia de revascularização e precisam organizar o acompanhamento a longo prazo. Também existem pessoas que receberam exames mostrando aterosclerose nas artérias coronárias ou apresentam múltiplos fatores de risco cardiovasculares, mas que ainda não tiveram um infarto ou passaram por intervenções.


A doença coronariana aterosclerótica ocorre quando as artérias que irrigam o coração sofrem o processo de aterosclerose, com formação de placas que podem reduzir o fluxo sanguíneo e levar à isquemia, além de provocar sintomas, como dor no peito, da mesma forma que pode resultar em eventos agudos, como o infarto do miocárdio. Esse processo pode evoluir silenciosamente por muitos anos e se manifestar de formas diferentes ao longo da vida. Há ainda as doenças congênitas, em especial as malformações, mas são a minoria dos casos quando o assunto é doença coronariana.


A angina é a manifestação mais conhecida da isquemia cardíaca, mas nem sempre aparece como dor típica no peito. Em alguns pacientes, o quadro surge como aperto, queimação, falta de ar ou queda de desempenho físico. Por isso, o papel da avaliação cardiológica é interpretar corretamente os sintomas, estimar o risco cardiovascular e definir uma estratégia consistente de prevenção e acompanhamento.

principais sintomas e sinais de alerta

A doença coronariana pode se manifestar com sintomas clássicos ou de forma atípica. Nem sempre a dor no peito aparece de maneira clara, o que torna a interpretação clínica especialmente importante.


Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor, peso ou pressão no peito
  • Aperto ou queimação no tórax
  • Desconforto que pode irradiar para braço, pescoço, mandíbula ou para as costas
  • Falta de ar, principalmente aos esforços
  • Cansaço ou queda do rendimento físico
  • Sensação de mal-estar ou fraqueza
  • Náusea ou desconforto abdominal


Alguns sinais exigem avaliação médica mais cuidadosa:

  • Dor no peito recente ou progressiva
  • Sintomas que aparecem mesmo em repouso
  • Dor associada a suor frio, náusea ou tontura
  • Queda importante da capacidade física
  • Dor recorrente após infarto, angioplastia ou cirurgia cardíaca


Pacientes com múltiplos fatores de risco, como diabetes, hipertensão, colesterol elevado ou histórico familiar importante, também devem receber atenção especial quando apresentam sintomas sugestivos.

Quando procurar avaliação especializada de um cardiologista

A avaliação cardiológica especializada é indicada quando há dor no peito de padrão suspeito, diagnóstico prévio de doença coronariana, de infarto do miocárdio ou histórico de angioplastia ou cirurgia de revascularização do miocárdio (pontes de safena ou mamárias).


Ela também é importante em pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovasculares, persistência de sintomas ou dúvida sobre a necessidade de novos exames ou intervenções. 


Em muitos casos, o paciente recebeu atendimento adequado durante o evento agudo, mas ainda não teve uma revisão aprofundada de sua condição cardiovascular. Essa etapa é fundamental, porque o cuidado com a doença coronariana depende não apenas do tratamento inicial, mas também da qualidade do segmento ao longo do tempo.

avaliação e acompanhamento cardiológico

A avaliação começa com uma análise detalhada da história clínica. São considerados os sintomas apresentados, os fatores que desencadeiam o desconforto, a duração dos episódios, a limitação funcional e a presença de fatores de risco cardiovasculares, 


Também são analisados exames já realizados, como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, exames de imagem cardíaca, tomografia coronária, cateterismo e exames laboratoriais.


A consulta procura responder algumas perguntas fundamentais: os sintomas sugerem isquemia do coração? Qual é o risco cardiovascular do paciente? O tratamento atual está de acordo com esse risco? Existe necessidade de investigação adicional ou revisão da estratégia terapêutica?


Situações que exigem acompanhamento mais próximo

Alguns pacientes se beneficiam de seguimento cardiológico mais próximo, especialmente quando apresentam:

  • Infarto recente
  • Sintomas persistentes ou recorrentes
  • Doença coronariana extensa
  • Múltiplos fatores de risco 
  • Diabetes ou insuficiência renal
  • Insuficiência cardíaca associada
  • Cirurgia de revascularização ou angioplastia prévia


O objetivo do acompanhamento não é apenas observar a ocorrência de novos eventos, mas atuar preventivamente, ajustando o tratamento, revisando fatores de risco e mantendo coerência entre o risco cardiovascular e a intensidade da terapia.

como é feito o tratamento do infarto do miocárdio, da angina e da doença coronariana

O tratamento da doença coronariana depende de diversos fatores, como intensidade dos sintomas, extensão da doença, histórico de eventos cardiovasculares, desempenho cardíaco, presença de outras doenças e risco global do paciente.


Em alguns casos, o foco principal é o controle dos sintomas e a melhora da qualidade de vida. Em outros, a prioridade é reduzir o risco de novos eventos cardiovasculares por meio da otimização do tratamento e do controle rigoroso dos fatores de risco.


A individualização do tratamento é fundamental para evitar dois erros comuns: tratar de forma insuficiente pacientes de maior risco ou realizar exames e procedimentos desnecessários em situações em que a conduta clínica conservadora é mais adequada.

O papel da segunda opinião no infarto do miocárdio, na angina e na doença coronariana

A segunda opinião pode ser especialmente útil na doença coronariana quando existem dúvidas sobre interpretação dos sintomas, necessidade de novos exames ou indicação de procedimentos.


Isso ocorre com frequência após eventos agudos, como infarto, ou depois de exames como cateterismo, quando surgem questionamentos sobre a melhor estratégia de tratamento a longo prazo.


Uma nova avaliação pode ajudar a reclassificar o risco cardiovascular, esclarecer prioridades terapêuticas e transformar um acompanhamento fragmentado em um plano mais estruturado de cuidado.

Dúvidas frequentes

  • Dor no peito sempre significa infarto?

    Não. Existem diversas causas de dor torácica, muitas delas não relacionadas ao coração. A avaliação cardiológica ajuda a identificar quando o padrão de dor sugere origem cardíaca.

  • Quem já fez angioplastia precisa continuar acompanhando com cardiologista?

    Sim. A angioplastia pode tratar uma obstrução específica, mas não elimina a doença coronariana. O acompanhamento é essencial para prevenir novos eventos e monitorizar as intervenções anteriores. 

  • Depois de um infarto o risco desaparece?

    Não. O risco pode ser reduzido com tratamento adequado, mas o seguimento cardiológico continua sendo fundamental para prevenir novos eventos.

  • Toda placa nas artérias do coração precisa de procedimento?

    Não. Muitas placas podem ser tratadas apenas com medicação e controle dos fatores de risco. A decisão depende dos sintomas, da extensão da doença e do risco do paciente.

  • Mesmo sem dor posso ter doença coronariana?

    Sim. A aterosclerose pode evoluir silenciosamente por muitos anos, principalmente em pessoas com fatores de risco cardiovasculares.

  • Quem tem doença coronariana pode fazer atividade física?

    Na maioria dos casos, sim. A atividade física costuma fazer parte do tratamento, mas deve ser orientada individualmente pelo cardiologista.

  • Quais são os principais fatores de risco para infarto?

    Os principais incluem idade, colesterol elevado, hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doença cardiovascular. Fatores como estresse e sono de baixa qualidade também são importantes. 

  • Estresse pode causar infarto?

    O estresse por si só não costuma ser a única causa, mas pode contribuir para o aumento do risco cardiovascular quando associado a outros fatores.

  • Segunda opinião faz sentido após cateterismo?

    Sim. Muitas dúvidas surgem justamente após a definição anatômica da doença, quando é necessário decidir entre tratamento clínico, angioplastia ou outras estratégias.

Dr. Silvio Reggi

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Cardiologista CRM 107752 | RQE 24870 | RQE 27126

Médico cardiologista com ampla experiência no diagnóstico, tratamento e acompanhamento de doenças cardiovasculares de alta complexidade. Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), instituição na qual também concluiu as residências médicas em Clínica Médica e Cardiologia, construiu sua trajetória com sólida formação acadêmica e intensa atuação assistencial. 


Atuou como chefe da Enfermaria de Cardiologia da UNIFESP/Hospital São Paulo, exercendo papel de liderança no cuidado de pacientes graves e na formação de estudantes e médicos residentes. 


É consultor científico da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), reforçando sua participação ativa na atualização e no desenvolvimento científico da especialidade. 


Ao longo de sua trajetória, adquiriu experiência consistente no manejo de casos complexos, reunindo excelência técnica, visão clínica abrangente e atuação integrada. 


Seu consultório está localizado no Einstein Hospital Israelita, no Morumbi, em São Paulo.